"Nada... Para Portugal"

. quarta-feira, outubro 05, 2016

A atuação do PSD de Pedro Passos Coelho faz-me lembrar isto.

. terça-feira, setembro 13, 2016

Suicídio? Acidente? Desleixo? Ignorância?

Constelação Bloco de Esquerda

. terça-feira, maio 17, 2016

É verdadeiramente incrível. Parece que todos os astros se alinham para criar um cenário de feição ao Bloco de Esquerda. Imagine-se só que até uma rubrica de apanhados da SIC serviu para validar o reservatório moral do partido.

Motores de busca... Ou resultados?

. terça-feira, abril 26, 2016

Passou há poucos minutos na BBC Radio 4 um interessante documentário sobre o impacto da hegemonia da Google no mercado dos motores de busca online. É, de facto, um tema frequentemente esquecido - ninguém de facto conhece o funcionamento do seu algoritmo (trata-se, afinal de contas, de propriedade industrial), e é indubitável a camada de opacidade que tal introduz, tanto quanto o seu funcionamento, como quanto a eventuais formas de manipular a opinião pública. Estamos, afinal de contas, a falar da "nova" televisão.

Interior

. domingo, abril 24, 2016

Assisto a uma certa excitação a propósito do novo plano de coesão nacional, revisto e aumentado, a ser anunciado este verão. Interessante é especialmente a nota de que se cumpriu a primeira fase dum plano de restauro do interesse pelo interior - em que alegadamente foram fomentadas as necessárias infraestruturas - mas que falhou o cumprir de uma segunda etapa, em que se deveria ter colocado em prática um plano operacional que entregasse o devido dinamismo às zonas deprimidas. Contudo, a fórmula antecipada pela Prof.ª Helena Freitas parece, pelo menos numa primeira avaliação, pecar por insuficiente - não será irrealista pensar que os problemas do interior se resolvem com mudanças de "narrativa" e simples incentivos à (re)ligação das suas gentes, entretanto tornadas diáspora, aos seus berços de origem?

Pergunto: não faria sentido extendermo-nos, neste caso, um passo à frente, e audaciarmo-nos mesmo num plano de desenvolvimento que associasse, de forma clara, escolhas de desenvolvimento de determinados áreas sócio-económicas a determinadas regiões? Évora, por exemplo, tem um ótimo potencial para desenvolvimento de uma indústria aero-espacial, mas em boa verdade todos nós sabemos que tal nunca se concretizará enquanto alguns dos centros de R&D relevantes da especialidade estiverem dispersos pelas mais importantes cidades do litoral. Trata-se de uma escolha política que está ao alcance do Estado encetar.

Embora com demasiados riscos e entraves. Será demasiado planeamento para o nosso gosto? Seria importante termos acesso a informação detalhada sobre experiências anteriores neste domínio, postas em marcha noutras latitudes, para que estivesse ao alcance da sociedade civil ter um debate sério e esclarecido sobre esta matéria. Compreendo que seja criticável colocarmos o Estado na posição de decidir o que fazemos com as nossas vidas - ou neste caso, onde devemos viver. Para além do mais, é inegável que estas experiências já correram mal no passado - pense-se, a título de exemplo, no caso de Detroit, cujo desenvolvimento se centrou num único tipo de indústria, e que nada pôde fazer senão assistir ao seu próprio declínio, quando os destinos da indústria se desviaram dos da cidade. Contudo - e também fruto da reflexão que urge fazer a propósito de (nossas) experiências anteriores - parece-me que apostas de orientação generalista estejam igualmente condenadas a falhar.

Snatchin'

. quarta-feira, abril 13, 2016

Ler o caso de Iolanda Menino e verificar o desespero decorrente da impotência de quem é um David contra um Golias faz-me lembrar uma daquelas batalhas cuja conclusão está traçada ainda antes de ter começado, tal é o desiquilíbrio da premissa de onde parte. Ao mesmo tempo que não há fuga possível, porque trata-se de tudo o que de mais valioso alguém tem na vida.

Talvez com alguma zombaria cândida à mistura, mas não deixa de aflorar na minha mente um certo movimento da Suite de Edvarg Grieg.

Corações ao alto.

All-time low

. quinta-feira, março 31, 2016

Agora já roça o ridículo: será isto uma tentativa "vale-tudo" de Trump para suscitar a lealdade das bases do partido republicano? Até para ele parece um pouco extremado.

Manual de Sobrevivência

. quarta-feira, março 30, 2016

Parece estar provado que o governo ainda tem muito terreno a ganhar ao lóbi livreiro. Convenha-se; haverá, certamente, lóbis piores. Os manuais escolares têm servido de balão de oxigénio a tantas editoras que vivem há anos no fio da navalha. Mas será necessário ultrapassar este epifenómeno de empreendedorismo se queremos verdadeiramente chegar ao tão almejado sistema de reutilização de livros escolares, a disponibilizar gratuitamente em todas as escolas da rede pública. Nem que sejam precisos mais 10 Paulos Morais em campanha eleitoral.

. quinta-feira, março 24, 2016

Primeiro o choque, depois a oportunidade: quando começamos a ouvir João Bernardo Parreira, por momentos até parece que se calhar nos precipitámos e o pedido até tem alguma legitimidade - tal não é a serenidade com que é apresentado. Sol de pouca dura: a vantagem de estarmos perante tal abjeção é que felizmente não demoramos muito tempo a cair em nós.

Alentejo Perdido?

. quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Henrique Raposo é provavelmente um dos colunistas mais inúteis que o jornal Expresso tem. Não digo inútil porque as suas opiniões não contenham substância; apenas porque rara é a vez em que haja algo de remotamente consequente a absorver dos seus dizeres. Ler uma qualquer das anunciações de Henrique Raposo no Expresso é como ir à missa, ver a luz ao fundo do túnel, e no fim apercebermo-nos que afinal era uma lâmpada de LEDs fabricada no Cambodja. Por trás de um discurso que roça a frescura de nos mostrar que ainda há esperança para o moralismo no século XXI, percebemos passadas não muitas tentativas frustradas de sustentação de dissonância cognitiva que se trata apenas de alguém que ainda não digeriu bem o facto de o sangue azul da aristocracia apenas ter essa cor devido às inúmeras gerações de criaturas fétidas que foi albergando no seu seio, fruto da insistência na consanguinidade. Os seus pergaminhos são frequentemente como um nado morto - e é sempre mais aconselhado manter o defunto afastado do nossa cosmologia privada. A vantagem de ler Henrique Raposo é que ao menos o prejuízo na conta da luz normalmente também não amontoa à exorbitância - raramente se corre o risco de os danos virem a ser permanentes. Mas o que me leva a referi-lo é outra coisa: há mouro na costa. Quero dizer: há livro publicado. E no meio de neblina q.b., se calhar a minha mão mostrou-se demasiado pesada. De facto, é capaz de haver alguma utilidade nestes dizeres.

"Goodfellas"